top of page

AGOSTO: LIVE DA SEXTA-FEIRA 13 NA ÍNTEGRA - GATOS, A HISTÓRIA E AS DEUSAS



Em primeiro lugar, quero deixar claro que a live e esse texto não tem nenhum cunho religioso, tendencioso ou feminista. Vou apenas apresentar fatos e estudos realizados em grupo (orientado por uma psicoterapeuta junguiana) e individualmente.



COMO TUDO COMEÇOU...


Em 2006 eu conheci um espaço holístico diferenciado no bairro da Aclimação, próximo a região central de São Paulo. Falando resumidamente, entrei ali como paciente e saí como facilitadora. Infelizmente esse espaço foi extinto.


A verdade é que comecei a minha carreira ajudando os gatos e seus tutores na "contramão" do que pede o figurino, pois eu comecei pela parte integrativa para depois ir para a parte acadêmica. Por conta do preconceito da comunidade científica, enterrei muitos tratamentos integrativos por medo do julgamento. Depois de todos esses anos e da forma como os gatos ficaram cada vez mais próximos de nós humanos, cada vez mais eles absorvem questões dos tutores que não são mais puramente "acadêmico-científicas" e que não resolvemos mais somente com o behaviorismo puro, o tradicional reforço positivo. O gato e seu(s) tutor(es) fazem parte de um todo e isso não pode mais ser negado!


O comportamento de animais humanos e não humanos é a fusão da genética do ser/espécie com a experiência do indivíduo. Academicamente falando, podemos encontrar o termo "EVO-DEVO" (evolution and development). E essa experiência do indivíduo abrange sua interação com o meio, com o ambiente que é influenciado diretamente pelos tutores. E essa influência não é só no manejo, mas também no emocional do gato.


Sempre trabalhei integrando tudo, mas de forma silenciosa. Abria minhas práticas para alguns tutores de forma muito individualizada, mas agora resolvi "abrir as porteiras". E por que? Porque mais pessoas serão beneficiadas! Porque mais gatos serão beneficiados! O acadêmico será deixado de lado? Nunca! Assim como a alopatia e a medicina veterinária precisam fazer parte do dia a dia do gato. É por isso que chamamos essas práticas de terapias complementares e NÃO de terapias alternativas, como foram chamadas durante muitos anos...


Sempre amei estudar a espiritualidade envolvida com os gatos, então estudo para unir as duas coisas de forma responsável e positiva. Não tenho como ficar só em uma ou em outra prática de forma separada. União é a palavra. Em 2010 me formei comunicadora entre espécies (intuitiva) e aquilo abriu um universo para mim... Me formei comunicadora em uma época em que reiki, comunicação e florais para animais eram assunto estranho na biologia do comportamento e na medicina veterinária. Mas ainda bem que os tempos mudaram e cá estou eu SAINDO DO MEU CALDEIRÃO, TODINHA À DISPOSIÇÃO DE VOCÊS! Por isso a live no dia de ontem, sexta-feira, 13 de Agosto.


Portanto, se você quiser saber mais sobre quais terapias complementares são oferecidas agregadas ou não à consulta comportamental tradicional, me mande um e-mail (consultoria.gatosnodiva@gmail.com) que eu te explico melhor.



AGOSTO: DESGOSTO... O MÊS DO "CACHORRO LOUCO"!


O mês de Agosto (em homenagem a César Augustus) foi adicionado ao calendário gregoriano em 1582, assim como o mês de Julho. No calendário juliano, o ano tinha 10 meses.


Agosto... a gosto de Deus! E não o contrário! E não um mês de mal agouro como temos na superstição brasileira que foi trazida da Europa. Mesma região em que houve a inquisição, que estudaremos mais adiante.


E o termo "mês do cachorro louco" se deu pela maior quantidade de fêmeas no cio. Muitas fêmeas no cio, logo, muitos machos brigando, o que teoricamente pode ter espalhado a raiva (Rabies virus / hidrofobia) em alguns períodos da nossa história.


O mês 8 também pode ser associado ao equilíbrio na numerologia (símbolo do infinito na matemática, curvas de proporções iguais, que sobem e que descem...).


E a sexta-feira 13: por serem considerados um dia e número de azar. O 13° apóstolo de Cristo seria Maria Madalena para muitos... E o dia da morte de Jesus Cristo foi em uma sexta-feira.


Mas hoje também comemoramos o Dia do Canhoto, do Economista e do Psiquiatra!


O dia 13 de Agosto também é reverenciado pelos praticantes da "Antiga Religião". Dia 13 é dia de Hécate, matrona das bruxas, deusa da encruzilhada, dos caminhos e deusa grega tríplice, a única que tem as 3 faces da Deusa: a jovem, a mãe e a anciã. Hécate é única deidade que transita no mundo dos vivos e no mundo dos mortos. No mito da procura da donzela desaparecida, é Hécate que desce ao tártaro com Deméter (a deusa dos grãos) para buscar Core, filha de Deméter que se torna Perséfone, então rainha do submundo e esposa de Hades.

O cérbero (cão de 3 cabeças) é o animal símbolo de Hécate. Os fãs de Harry Potter vão entender de primeira: o cérbero é o cão de nome Fofo (Fluffy) do zelador de Hogwarts (Hagrid) no 1° filme. Ele é o animal que guarda a entrada da Câmara Secreta. :)





Então vamos começar com o que foi dito na live sobre os gatos na história?



E OS EGÍPCIOS?

O ponto de partida foi com a pergunta da amiga/seguidora @dulcegateira: é possível saber com certeza quem se aproximou de quem? O homem buscou o gato ou o gato buscou o homem? Porque essa necessidade atual de transformar o Felino nessa geração pois o gato sempre me pareceu ser aceito do jeito que era e atualmente se busca tantas mudanças no felino ? A quem isso de fato interesse ?





Muito se diz sobre os gatos no Egito. O motivo é que os egípcios foram a primeira civilização que deixou registros de seu dia a dia em pinturas e esculturas. Porém, temos registros de domesticação dos gatos datados bem antes, em 9800 a.C. na região do Sudão e Jericó, versus 4 a 5 mil anos dos egípcios, ou seja, a relação gato-homem é muito mais antiga, mas não sabemos como ela era, como era a proximidade deles com o ser humano...


A relação dos egípcios com os gatos era comensalista, ou seja, eu tenho algo que você precisa e você tem algo que eu preciso, logo... vamos ficar próximos? Eles foram a primeira civilização que aprenderam a armazenar grãos e isso complementa essa resposta. O gato era um animal fácil de manter, barato, procriava fácil e ainda exterminavam os ratos!!


Sobre o assunto domesticação de uma forma genérica, a realidade é que muitos animais tiveram a oportunidade de se aproximar do ser humano, mas nem todos acharam interessante, ou melhor, vantajoso. Então, no caso dos nossos amigos gatos, houve uma "troca de favores".


Continuando a resposta da nossa amiga, infelizmente ainda temos uma sociedade canina em demasiado. Muitos comportamentos felinos ainda são incompreendidos e tidos como inapropriados, daí a tentativa de "melhorar" o gato, mudando sua natureza.


Sabemos que os egípcios eram uma civilização politeísta (honravam vários deuses). Vamos nos ater aqui apenas às divindades felinas: Bast (ou Bastet) e Sekhmet.

Bast, divindade solar, filha do deus Rá (o próprio Sol!) e como todos os deuses, de corpo humano e cabeça de animal, um gato. Face doce, amorosa, maternal, sensual e alegre.


Dependendo do fenômeno natural que ocorria, os egípcios acreditavam na fúria de Bast, que então se transformava em Sekhmet, a face lunar da mesma deusa, corpo de mulher, cabeça de leão. Face da raiva, fúria, a guerreira. Os egípcios então faziam oferendas de um tipo de bebida (muito parecida com a nossa cerveja) com a adição de sementes vermelhas para simbolizar sangue. Essa mistura era jogada às margens do Rio Nilo. Eles acreditavam que essa oferenda aplacava a fúria da deusa (pois continha "sangue"), fazendo-a retornar para a face doce e solar, novamente Bast. No estudo dos arquétipos, Sekhmet é considerada o aspecto sombra da deusa Bast.





SUGESTÃO DE MEDITAÇÃO COM BAST


Seu dia é a terça-feira, seu mês é Fevereiro. Pode-se acender velas verde escuras em sua honra. Pode-se colocar um pires com leite e mel e deixar no momento da meditação ou até de um dia para o outro (cuidado com formigas!). Coloque o leite e o mel em um pires, acenda a vela e agradeça pela energia dela em sua casa. Afinal, você tem um gato! (ou gatos...)


Que tal chamar seu gatinho para ficar com você? Muito cuidado com a vela!!!!



CONTINUANDO NA HISTÓRIA...


Os gatos sempre continuaram muito presentes em muitas outras civilizações: grega, romana, nórdica. Na romana, a deusa Diana (sincretismo com Ártemis nos gregos) tinha o gato como um de seus animais totêmicos.


Na Grécia Antiga, apesar de o animal consagrado à deusa Afrodite fosse a pomba, vemos muitos estudos e literaturas adicionando o gato como um animal também associado a ela por causa da forte ligação com o feminino: sensualidade, doçura e fertilidade. Já na mitologia nórdica, Freya (ou Freja) - considerada a "Afrodite dos nórdicos", apesar de ter um aspecto mais guerreiro (aliás, uma característica deste panteão inteiro), nas gravuras que relatam esta deusa, quando evocada, ela surgia em sua carruagem puxada por seus dois gatos: o Ouro e o Âmbar (Bygul e Trjegul).


Gatos e fenômenos da natureza sempre estiveram presentes nas civilizações politeístas (pagãs?) e isso foi uma deixa ótima para os perseguidores da Idade Média, na inquisição com a imposição de uma religião monoteísta.


Afinal então, quem eram as bruxas?

As bruxas eram as antigas curandeiras, parteiras e benzedeiras, aquelas mulheres que conheciam ervas, chás, infusões e tinturas. Para os sacerdotes, elas eram verdadeiras feiticeiras.


E por que vestiam preto?

Naquela época, tecidos coloridos eram usados apenas pela nobreza, pois era caro tingir um tecido. "Bruxas" eram mulheres humildes, livres e sem um marido fixo, já que vinham de religiões que cultuavam a terra, de filosofia poligâmica. Não estou falando aqui sobre maldade e malícia que temos nos dias de hoje (Leiam o livro A TENDA VERMELHA de Anita Diamant para entender melhor essa estrutura social antiga e muito diferente do que imaginamos!).



OS GATOS SEMPRE RELACIONADOS AO FEMININO


Aqui coloquei apenas um fio de cabelo dos gatos na história, mas meus estudos aprofundados em todos esses anos mostram que existe uma relação deles muito forte com o feminino. Mulheres e gatos foram amados e odiados nos mesmos períodos. Gatos foram perseguidos na Idade Média, assim como as mulheres. Agora, no século XXI vemos uma independência feminina ímpar e... a ascensão do gato como o pet que mais cresce em popularidade nos lares de todo o mundo.





LIVROS DE REFERÊNCIA PARA MIM:

Observações: nem todas as obras tem a editora aqui, mas com os autores vocês encontram bem fácil. Alguns dos livros vocês encontram mais facilmente em sebos, como o "As Deusas, as Bruxas...".


O ANTIGO SEGREDO DA FLOR DA VIDA Vol. I e II (Drunvalo Melchizedek, Ed. Pensamento)

Sobre o livro: geometria sagrada e os mistérios da criação vistos sob outra ótica.


O ORÁCULO DA DEUSA (Amy Sophia Marashinsky, Ed. Pensamento)

Sobre o livro: reunião de várias deusas de panteões diversos e que traz aspectos psicológicos de cada uma delas (arquétipos junguianos, talvez?!...). A autora fez meditações com cada uma delas (arquétipos) para construir esta obra (acompanha cartas com as deusas). Este oráculo me acompanha há muitos anos para práticas meditativas e auto-curativas. Pessoas que me conhecem mais de perto, dizem que sou a Baba Yaga deste livro! KKKK....


AS DEUSAS, AS BRUXAS E A IGREJA (Maria Nazareth) - Obra vencedora do Prêmio Austregésilo de Athayde

Sobre o livro: vale muitooo a pena! Obra para quem quer fazer este traçado sobre a trajetória da mulher através dos tempos.


MULHERES QUE CORREM COM OS LOBOS (Clarissa Pínkola Estes)

Sobre o livro: como dito pela minha amigona Glória na live, ele é a "bíblia feminina". Obra praticamente obrigatória para todas as mulheres que querem se conhecer melhor de forma muito profunda. Estudei esse livro em um grupo de mulheres por mais de 2 anos, orientadas por uma psicoterapeuta junguiana. Seus contos são repletos de simbologias e reflexões. Meus favoritos são "La Loba" e "Sapatinhos Vermelhos".


MISTÉRIOS NÓRDICOS (Mirella Faur)

O ANUÁRIO DA GRANDE MÃE (Mirella Faur, Ed. Alfabeto

Sobre os livros: estive com Mirella Faur pessoalmente em 2010 para uma palestra e... ela é uma bruxa! Morando no Brasil há mais de 40 anos e mas de origem nórdica, é uma das mulheres mais sábias e estudiosas das deusas da nossa atualidade. Os dois livros servem como referência para quem quer conhecer mais as deusas de vários panteões politeístas.


Espero de coração que vocês tenham gostado. Foi uma honra esta partilha para mim.


Blessed be...

Valéria.


34 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Comments


bottom of page